Como vim parar aqui?
Elaine Souza
Estava eu na oficina de Expressão
Corporal, há uns 10 meses, quando o diretor do Centro Educacional chamou na
sala dele para uma conversa eu e mais uma educanda. O assunto era uma proposta
de emprego, como Adolescente Aprendiz, e um curso profissionalizante. Mas tinha
apenas uma vaga.
Na hora eu fiquei surpresa, não
esperava uma proposta assim. Não sabia se continuava calada, se perguntava como
seria, se aceitava. Fiquei nervosa. E adorei a ideia. Já pensou, trabalhar com
pessoas que eu gosto e que conheço, em um lugar que eu adoro ficar?
Sem relutar eu aceitei a proposta. Isso estava incluído nos meus planos. Não precisava ser aqui, mas está sendo e eu estou adorando. Antes de eu começar a trabalhar, tive uma formação, tipo uma preparação, pra ver como a Unidade realmente funciona por trás das oficinas (teatro, dança e circo) e outras atividades, que era só o que eu tinha contato.
Foi bem complicado me acostumar a chamar os meus agora colegas de trabalho pelo nome, e não como eu os chamava antes (professor ou professora). Eles sempre me corrigiam dizendo: “o que você disse Elaine?” E eu ia corrigir e sempre falava a mesma coisa. Hoje já me acostumei a chamar todos pelos nomes. Eles que não acostumaram a falar o meu. Tenho vários apelidos, a maioria começado com a letra “E”, como: Elizeth, Elizabeth, Ebigúngela, Elisângela, Elton, Eltelina, Belina, Polaina. Mas o mais legal, meu preferido, e mais lindo é Elina.
Eu pensava coisas completamente diferentes sobre o trabalho da biblioteca. Faço coisas que não imaginava fazer nesse ambiente, coisas que me fazem interagir com pessoas de idades variadas, com profissões diferentes, um contato frente a frente envolvendo toque, olhar, e de saber o que a pessoa está sentindo, e entendendo realmente o que ela esta querendo dizer. Isso é uma troca legal. Apesar de eu sempre ser acostumada a ter um contato físico com o próximo, isso está sendo diferente de todas as experiências que já tive.
Aqui todos são acolhedores, pessoas legais, divertidas, conselheiras, estou gostando muito desse meu trabalho. Apesar de ser nova demais, posso dizer que aqui estou aprendendo coisas que vou levar pra vida toda.
Sem relutar eu aceitei a proposta. Isso estava incluído nos meus planos. Não precisava ser aqui, mas está sendo e eu estou adorando. Antes de eu começar a trabalhar, tive uma formação, tipo uma preparação, pra ver como a Unidade realmente funciona por trás das oficinas (teatro, dança e circo) e outras atividades, que era só o que eu tinha contato.
Foi bem complicado me acostumar a chamar os meus agora colegas de trabalho pelo nome, e não como eu os chamava antes (professor ou professora). Eles sempre me corrigiam dizendo: “o que você disse Elaine?” E eu ia corrigir e sempre falava a mesma coisa. Hoje já me acostumei a chamar todos pelos nomes. Eles que não acostumaram a falar o meu. Tenho vários apelidos, a maioria começado com a letra “E”, como: Elizeth, Elizabeth, Ebigúngela, Elisângela, Elton, Eltelina, Belina, Polaina. Mas o mais legal, meu preferido, e mais lindo é Elina.
Eu pensava coisas completamente diferentes sobre o trabalho da biblioteca. Faço coisas que não imaginava fazer nesse ambiente, coisas que me fazem interagir com pessoas de idades variadas, com profissões diferentes, um contato frente a frente envolvendo toque, olhar, e de saber o que a pessoa está sentindo, e entendendo realmente o que ela esta querendo dizer. Isso é uma troca legal. Apesar de eu sempre ser acostumada a ter um contato físico com o próximo, isso está sendo diferente de todas as experiências que já tive.
Aqui todos são acolhedores, pessoas legais, divertidas, conselheiras, estou gostando muito desse meu trabalho. Apesar de ser nova demais, posso dizer que aqui estou aprendendo coisas que vou levar pra vida toda.
Correção de texto: Maria Julia Gomes

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